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Posts de autoria de Roberto Winter

Heresia: aquecimento global, colaborativismo e interdisciplinaridade

No texto “Pensamentos hereges sobre ciência e sociedada“, o físico norte-americano Freeman Dyson defende que os cientistas são vistos como provedores de dogmas inquestionáveis, que devem explicar o mundo e em geral de modos que não entendemos, mas explicá-lo mesmo assim, dar-nos respostas. E é por isso que os hereges que questionem os dogmas são necessários.

Nos três primeiros parágrafos do texto, Dyson explica sucintamente porque nossa sociedade não atribui utilidade a cientistas que digam “me desculpe, mas eu nós não sabemos” e dá muito valor a cientistas que fornecem respostas confiantes e previsões sobre coisas que vão acontecer como resultado de atividades humanas. Ele sustenta que é desse modo que os ‘experts’ que falam publicamente sobre questões políticas tem uma tendência de falar mais claramente do que pensam, de fazer previsões sobre o futuro que a princípio nem eles mesmos acreditam, mas que passam a acreditar. Dogmas que ficam longe de serem questionados, que fazem com que o público acredite que dogmas científicos são verdadeiros, sendo que pode muito bem ocorrer que sejam falsos e é por isso que os hereges que questionem os dogmas são necessários.

“In the modern world, science and society often interact in a perverse way. We live in a technological society, and technology causes political problems. The politicians and the public expect science to provide answers to the problems. Scientific experts are paid and encouraged to provide answers. The public does not have much use for a scientist who says, “Sorry, but we don’t know”. The public prefers to listen to scientists who give confident answers to questions and make confident predictions of what will happen as a result of human activities. So it happens that the experts who talk publicly about politically contentious questions tend to speak more clearly than they think. They make confident predictions about the future, and end up believing their own predictions. Their predictions become dogmas which they do not question. The public is led to believe that the fashionable scientific dogmas are true, and it may sometimes happen that they are wrong. That is why heretics who question the dogmas are needed.”

Dyson explica que ele próprio, como cientista, não tem fé em previsões, já que acredita que a ciência é organizada de modo imprevisível, ele vai ao extremo de dizer que se algo é previsível, então não é ciência; e ainda que quando ele faz previsões ele não fala como cientista e sim como contador de histórias, como um escritor de ficção científica (que são notoriamente imprecisos). Segundo Dyson, contar histórias não é uma maneira de descrever o que vai acontecer, mas sim imaginar o que pode acontecer; ou seja, contar histórias é uma maneira de desafiar os dogmas de hoje, que podem até estar certos, mas precisam ser questionados. Dyson orgulha-se de ser um herege, já que ele acredita que o mundo precisa de hereges para questionar as ortodoxias prevalecentes. Ele diz que ser herege é ser minoria, já que se pudesse persuadir todos a pensarem como ele, não seria mais um herege (por definição).

“As a scientist I do not have much faith in predictions. Science is organized unpredictability. The best scientists like to arrange things in an experiment to be as unpredictable as possible, and then they do the experiment to see what will happen. You might say that if something is predictable then it is not science. When I make predictions, I am not speaking as a scientist. I am speaking as a story-teller, and my predictions are science-fiction rather than science. The predictions of science-fiction writers are notoriously inaccurate. Their purpose is to imagine what might happen rather than to describe what will happen. I will be telling stories that challenge the prevailing dogmas of today. The prevailing dogmas may be right, but they still need to be challenged. I am proud to be a heretic. The world always needs heretics to challenge the prevailing orthodoxies. Since I am heretic, I am accustomed to being in the minority. If I could persuade everyone to agree with me, I would not be a heretic.”

O texto de Dyson trata, depois desses três parágrafos, da crescente discussão sobre o aquecimento global propondo algumas hipóteses certamente heréticas sobre os dogmas que circundam o tema: até que ponto podemos afirmar que o aquecimento global está mesmo acontecendo? podemos prever se ele não é benéfico para a sobrevivência da espécie humana? podemos dizer que são os homens os causadora desse efeito? E assim por diante…

Diesel Rio

Imagem da campanha da marca de roupas "Diesel", perigosamente lidando com o aquecimento global.

Num outro texto, dessa vez de Slavoj Žižek, os temas atacados são ‘colaboração’ e ‘interdisciplinaridade’. Ele diz, de modo bastante herege:

“Precisei de algum tempo para aprendê-lo, mas creio que me tornei um verdadeiro filósofo quando compreendi que não existe diálogo na filosofia. Os diálogos de Platão, por exemplo, são claramente falsos diálogos em que um sujeito fala quase o tempo todo, enquanto o outro basicamente diz: “Sim, entendo, sim, meu Deus, e justamente o que você disse, Sócrates, puxa vida, é isso mesmo!”. Solidarizo-me plenamente com Deleuze, que disse, em algum lugar, que quando um verdadeiro filósofo ouve uma frase como “Vamos discutir esse ponto”, sua resposta é: “Saiamos daqui o mais depressa possível, vamos fugir!”. Mostre-me um diálogo que tenha realmente funcionado. Não há nenhum! Ou seja, é claro que houve influências passando de um filósofo para outro, mas é sempre possível demonstrar que, na verdade, elas constituíram mal-entendidos. Não; a meu ver, em todos os filósofos verdadeiros, radicais, há um momento de cegueira, e creio que esse é o preço que se tem de pagar. Não acredito em filosofia como uma espécie de projeto interdisciplinar — e isso é o pesadelo supremo. Isso não é filosofia. Nós, filósofos, somos loucos: temos certa percepção e afirmamos repetidamente.” (em ‘Arriscar o Impossivel: conversas com Žižek’, de Glyn Daly, editado pela Martins Fontes, 2006)

A grande dificuldade é transpor tudo isso (com clareza) para o campo das artes, onde ‘colaboração’ e ‘interdisciplinaridade’ aparentemente já se tornaram dogmas.

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Colaboração em massa na matemática

Em outubro de 2009 a revista Nature publicou um artigo sob o título “Massively collaborative mathematics“, escrito por Timothy Gowers e Michael Nielsen. Segue uma espécie de resumo-tradução livre do artigo.

O artigo descreve o “Projeto Polymath“, ideia de um dos autores, que propôs (e conseguiu) resolver um dificílimo problema matemático (que encontrava-se ainda não resolvido) por meio de colaboração de muitos matemáticos usando a internet. Segundo os autores, a inspiração veio de empreendimentos colaborativos de código aberto (open-source, veja também código livre) como o Linux e a Wikipédia. Segundo os autores a ‘experiência’ mostra que há uma poderosa força para descobertas científicas por meio de colaboração de muitas mentes via internet.

No Polymath, qualquer pessoa no mundo poderia acompanhar o problema e contribuir com soluções. Foram utilizados um blog e um wiki para mediar o processo colaborativo, que os autores afirmam funcionaram como memória ativa de curto prazo e plataformas de conversas para um rápido intercâmbio e melhora das ideias.

O projeto começou com uma descrição do problema e links para material de referência e uma lista preliminar das regras de colaboração. Essas regras, segundo os autores, ajudaram a criar uma atmosfera educada e respeitosa, encorajando as pessoas a compartilharem apenas uma ideia em cada comentário, mesmo que ela não fosse completamente desenvolvida, o que diminuía a barreira para contribuições e mantinha as conversas informais.

No começo as coisas foram bastante lentas, o primeiro comentário só apareceu sete horas depois das discussões serem iniciadas. Mas depois disso bastaram 15 minutos para o comentário seguinte, três para o que veio em seguida e depois de trinta e sete dias a soma total era de 800 comentários (uma média de 1 comentário a cada 12 minutos e meio!), somando um total de 170000 palavras.

Apesar do projeto acabar tendo sido mencionado em 16 outros blogs, a princípio ninguém foi especificamente convidado a participar: qualquer pessoa, desde um estudante de gradução a um matemático profissional poderiam participar e prover qualquer tipo de contribuição. Para os autores, os registros do projeto são uma incrível fonte para estudantes de matemática, historiadores e filósofos da ciência, já que neles pode-se ver o desenvolvimento completo de como uma descoberta matemática séria e que foi completada.

Além de ser um tipo de colaboração diferente daquelas nas quais há hierarquias rígidas e estáticas, e talvez exatamente por isso, o projeto levanta importantes considerações sobre autoria: é bastante difícil atribuí-la. E para resolver esse problema o artigo a ser publicado com a solução do problema será assinado por um pseudônimo “DHJ Polymath”, com um link para os registros completos do trabalho colaborativo.

Alguns dos envolvidos reconheceram que se o projeto tivesse ganhado uma escala muito maior, problemas surgiriam devido ao fato da infra-estrutura (blogs e wiki) não serem adequadas. Um dos problemas seria o estilo de ‘narrativa linear’ dos blogs, que dificultava a entrada de novos colaboradores uma vez que o projeto já estava consideravelmente avançado e em andamento, pois eles temeriam ter perdido alguma parte das discussões já ocorridas. Os autores sustentam no artigo que esse tipo de problema é resolvido na programação de software de código aberto por meio da utilização de ferramentas de rastreamento de bugs e similares.

Finalmente, os autores propõem que esse método/processo possa ser utilizado também para a solução de outros problemas, inclusive problemas maiores e mais importantes. Eles notam que esse tipo de abordagem vem sendo muito lentamente adotada por cientistas, mas com especial interesse na área da biologia; mas que poderia ser aplicada também às áreas de física teórica e ciências da computação, nas quais os dados iniciais são mera informação e podem ser facilmente compartilhados na internet. Obviamente a aplicação ao trabalho experimental é bastante mais complicada pois é difícil compartilhar o controle do equipamento experimental, ainda que os dados obtidos possam ser disponibilizados para análise.

A conclusão do artigo é um tanto profética:

“A adoção de técnicas de código aberto requer mudanças culturais significativas na ciência, bem como o desenvolvimento de novas ferramentas online. Acreditamos que isso levará ao uso corriqueiro da colaborações em massa em muitos campos da ciência, e que a colaboração em massa estenderá os limites da habilidade humana de resolver problemas.”

… Então: o que podemos aprender com esses resultados? Quais as ferramentas necessárias para a colaboração nas várias disciplinas do campo da arte? Como se pode fazê-la emergir de fato? (É difícil acreditar que basta colocar praticantes juntos, compartilhando um mesmo espaço físico, para que a colaboração simplesmente “aconteça”).

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Gesamtkunstwerk (obra de arte total)

“Para los chinos, la gastronomía es todo un espectáculo. Muchos la consideran una forma de arte de lo más completa, ya que combina la vista, el olfato, el tacto, el gusto e incluso el oído.”

- “China Hoy”, de Zhan Yao e Bu Yi, 2007

Banquete chinês

Interdisciplinaridade ou intersensorialidade?

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Quando as metralhadoras cospem

quando-as-metralhadoras“Quando as metralhadoras cospem” era o nome por aqui do filme “Bugsy Malone“, que (ao que me lembre) figurou décadas atrás por pouco tempo (ainda que com alguma obstinação) nas telas da TV brasileira (que, na época a única disponível, só podia ser a TV que hoje chamamos “aberta”). Por pouco tempo talvez por ser genial, ou pelo motivo contrário (sempre, claro, aos olhos dos telespectadores).

O filme, de modo exemplarmente simbólico, trata de uma sociedade norteamericana desequilibrada no fim dos anos 20 composta exclusivamente por crianças: são gângsters, femmes fatales, artistas, strippers, cantores. Por um lado, agem como se fossem adultos, mas, além de visivelmente tratarem-se de crianças, incorporam no seu modo de agir “adulto” aquilo que se espera das crianças.

O privilégio que penso ter tido ao poder assistir ao filme quando ainda era eu mesmo uma criança me leva a refletir profundamente sobre o filme, ou melhor, sobre o que é (ou foi) assisti-lo. Como se trata de um filme estritamente comercial — com participações notavelmente indicativas disso como a de Jodie Foster e outros atores que na época das filmagens tinham menos de 16 anos —, certamente era uma experiência alienante. Não só no que se refere à violência estetizada pelo filme ou todas as outras condutas que ele retrata, mas também alienante da relação entre o espectador (uma criança) e os adultos, que eram interpretados por atores-mirins resultando num verdadeiro nó na compreensão do filme. A sensação causada era um misto de reconhecimento com a própria impossibilidade dele: nós espectadores éramos crianças como as do filme, mas ainda que ludibriados não poderíamos agir ‘seriamente’ como adultos tal qual as do filme o faziam (afinal, ainda éramos crianças!), nos restava somente aquilo que identificávamos nelas ser infantil. Uma presença da ausência.

Desde há muito me interessam — não que isso queira dizer muito — reflexões sobre formas de apresentações como palestras, simpósios, aulas, conferências, seminários, debates, discussões ou como quer que queiram ser chamadas essas situações que, de um modo bem geral, se configuram com a presença de um apresentador (ou orador, mestre, professor, etc) e um conjunto de espectadores (ou público, alunos, platéia, etc). As regras que regem essas configurações variam muito mais até que os nomes a que lhes são atribuídas.

Não será nenhuma perspicácia afirmar que nessas situações o público assume, na esmagadora maioria das vezes, (deliberadamente,) o papel de espectador alienado. Não lhes resta alternativa que não conformar-se com a sua infantilização perante o apresentador, seja devido ao formato, às regras ou outras contingências de várias naturezas. Mas quero propor aqui um outro fenômeno que parece surgir no horizonte, uma espécie de infantilização do próprio apresentador.

É difícil precisar as causas exatas ou a origem desse “fenômeno”: talvez justificada pela incorporação por parte dos apresentadores da compreensão de que os espectadores já se encontram infantilizados; talvez pela dificuldade de assumir compromissos justificada pela “pós-modernidade multicultural”; ou ainda talvez pela simples falta de preparo dos oradores.

De todo modo, é como se o próprio apresentador já não mais se preocupasse em saber sobre aquilo que fala. E não se detecta esse “fenômeno” pelo sintoma de uma monotonia ou falta de ‘pirotecnia’ nas apresentações, nem mesmo qualquer outro indício específico determinável. Não. É muito mais simples e fundamental, e genérico. Não se trata, por exemplo, de acusar um professor de proferir aulas cujo conteúdo ele não domine, ou cujo conteúdo ele não saiba tornar artificialmente interessante e próximo dos espectadores, mas sim que se percebe o completo desinteresse desse professor em estar ali, em fazer aquilo. Um desapreço pelo público, não necessariamente por subestimá-lo, mas por relevar totalmente a sua presença. É como se o próprio palestrante jamais se imagine assistindo a palestra que ministra. Aquela posição que parecia exclusividade do espectador agora está também acessível ao orador.

No filme, fora o fato de os adultos serem interpretados por crianças, havia dois outros elementos deliberadamente introduzidos para causar estranheza. O primeiro é que todos os carros não eram mais que latarias de carros por fora, mas movidos por bicicletas pedaladas pelas crianças (ainda que o som fosse o de motores potentes). O segundo, que certamente deu o mote para a tradução brasileira do título, é que todas as armas de fogo disparavam, no lugar de balas mortais, creme de marshmallow! Um tiroteio generalizado que deveria acarretar em dezenas de mortes era bastante divertido e perfeitamente inofensivo.

Assim, parece que confrontados com uma certa “nova classe” de palestras, debates, discussões, mesas, simpósios, conferências, aulas proferidas por ausências presentes só nos resta divertir-nos ao assistir o burlesco espetáculo de metralhadoras cuspindo.




Assista ao filme “Quando as metralhadoras cospem”, na íntegra, em inglês (sem legendas):

Assita também:
Todas as canções do filme (em inglês, sem legendas)
O documentário “Bugsy Malone After They Were Famous” (na íntegra, em inlês, sem legendas):

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A questão

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mas, afinal, qual é a questão?

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Novo layout

Depois de alguns dias com o layout (design) padrão, hoje entra no ar um mais personalizado e pensado especialmente para este site do GRiD. A intenção é que siga os preceitos da comunicação visual do Centro Cultural São Paulo. Por enquanto é só.

(Este post serve também para testar o layout!)

Teste

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Integer ante neque, sagittis et ornare a, tristique vel eros. Suspendisse id elit vel eros accumsan condimentum. Etiam tempus, elit ut laoreet laoreet, elit neque consectetur nibh, a hendrerit eros mauris in enim. Suspendisse vitae massa urna, pellentesque sodales turpis. Nunc facilisis enim commodo purus tempus sagittis. Integer nec magna id enim sagittis ultrices. Fusce dignissim semper erat sit amet dapibus. Sed a justo non arcu tempor auctor. Aliquam dignissim, tortor eu volutpat blandit, massa diam rhoncus arcu, ullamcorper tristique ipsum ligula sed arcu. Maecenas ullamcorper urna vel magna tincidunt nec suscipit metus congue. Vestibulum diam justo, ultrices eu semper quis, pharetra eu purus. Vivamus at elit rutrum massa vestibulum posuere ac a massa. Aliquam volutpat fermentum massa, in aliquet sem bibendum a. Suspendisse a neque ligula, a tempus lacus. Morbi at nulla augue. Aenean placerat fermentum facilisis. Donec vitae nibh ac est cursus porttitor ac molestie nulla. Pellentesque habitant morbi tristique senectus et netus et malesuada fames ac turpis egestas. Suspendisse quam risus, viverra pretium fringilla eget, scelerisque ut ipsum.

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Olá GRID!

Este é o primeiro post do blog.

Serve para testar se tudo aqui vai bem….

… parece que sim!

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